quinta-feira, 9 de abril de 2009

RESENHA - MERA COINCIDÊNCIA

O filme Mera Coincidência, dirigido por Barry Levinson e estrelado por Robert de Niro e Dustin Hoffman, é uma ficção que traz a história de uma disputa eleitoral nos Estado Unidos, na qual o atual presidente é o favorito para a reeleição. Poucos dias antes do pleito, surge um escândalo sexual envolvendo o presidente. Logo, sua primeira assessora, Winifred Ames (interpretada por Anne Heche), precisa arrumar a situação para que o presidente não perca as eleições.

Ames chama um dos grandes profissionais de marketing, Conrad Bream (Robert De Niro), para lhe ajudar na missão. A solução a que chegaram é que deviam criar uma guerra, para poder desviar a atenção da mídia e dos cidadãos do escândalo sexual até o dia das eleições.

Aí começa toda a graça do filme, pois, depois de algumas idéias, surge a de criar uma guerra contra a Albânia, por mais que na realidade nenhum albanês sequer estivesse sendo hostil aos americanos. Para produzir esta mentira, chama-se um produtor de Hollywood, Stanley Moss, interpretado por Dustin Hoffman.

Muito interessante ver como as mentiras vão sendo inventadas, sem nenhum pudor, na intenção de fabricar a guerra contra a Albânia. Por mais que as dificuldades surjam, os personagens sempre encontram uma forma de inventar outra mentira e assim fazer com que tudo permaneça na mais pura verdade.

Há uma cena marcante, filmada num estúdio, de uma moça americana, fazendo as vezes de uma albanesa, correndo em apuros, como se fosse uma refugiada de guerra. Depois os produtores editam as imagens, colocando prédios em ruínas, pontes destruídas, fumaça, e tudo o que faça lembrar uma guerra.

O personagem de De Niro, o super marketeiro, sempre diz que o que passa na televisão é verdade, por mais que ele próprio seja o idealizador das mentiras. Mas sempre diz: “Deu na TV”. É aí que se encontra o ponto chave do filme, a discussão que pode haver entre a realidade concreta e a realidade criada pela mídia.

Existe uma teoria que afirma piamente que o homem não foi à lua. Segundo este pensamento, tudo foi criação em estúdio dos americanos, para sair na frente na corrida espacial ante a União Soviética. Nesta comédia Mera Coincidência, vemos a possibilidade de se criar uma verdadeira guerra, com direito a herói de guerra, refugiados, bombas, fogo, e o principal, a veiculação da guerra pela mídia. No filme, de nada adiantava criar todas as mentiras se estas não fossem veiculadas nos grandes meios de comunicação.

Se o homem foi à lua? Agora fica difícil de saber.

FICHA TÉCNICA:

MERA COINCIDÊNCIA

Título Original: Wag the Dog
País de Origem: EUA
Ano: 1997
Duração: 97min
Diretor: Barry Levinson.
Elenco: Robert De Niro, Dustin Hoffman e Anne Heche.

(FONTE DA FICHA TÉCNICA: http://www.terra.com.br/cinema/comedia/wagthedog.htm)

4 comentários:

Estêvão dos Anjos disse...

O caso do escândalo sexual remete ao caso de Bill Clinton, não sei se o filme foi produzido antes ou depois do escândalo real, mas a associação é inevitável e eu senti falta dessa associação no texto. Desconhecia esse filme, boa dica :)

larissa disse...

Ótima resenha!!
Destacaste alguns pontos chaves do filme,que por sinal, é muito bom.

Unknown disse...

Foi "mera coincidência", meu caro. O filme é anterior ao caso! Abraços. 😁

Camyla H. disse...

Foi "mera coincidência", meu caro. O filme é anterior ao caso! Abraços. 😁